FILOSOFIA

 

— Pensamento Trianímico —

 

 

  1. O QUE É O PENSAMENTO TRIANÍMICO?

 

O Pensamento Trianímico é o resultado da evolução cognitiva consequente da transformação primata, o hominídeo, para o surgimento de todo processo racional utilizado pelo homo sapiens. Trata-se de um sistema formado por três forças cognitivas, interligados a uma plataforma de gestão permanente de confabulação para o processo e execução do pensamento. Explicando de outra forma, a origem do pensamento vem de um processo de recepção cognitiva gerenciada por três essências intelectuais para tal fim.

Vale acrescentar que “anímico” equivale à uma forma de raciocínio. Seria o mesmo que dizer que cada ser vivo contém uma essência interior que gerencia seus instintos. Os animais consistem em apenas um poder cognitivo, intitulado de Ser Instintivo. Já o ancestral do homo sapiens foi obrigado, em si, a adicionar duas outras formas cognitivas interligando-as ao seu Ser Instintivo. Dentro desta lógica, o hominídeo um dia pertencia à classe anímica, como um animal qualquer, mas em sua evolução intelectiva, tornou-se bianímico, e, por seguinte, trianímico.

O Pensamento Trianímico consiste na rejeição provocada por transtornos psíquicos ao Ser Instintivo. Este Ser provém de um comportamento pré-determinado, inato, que permite lhe dar com o ambiente. Ao entrar em processo de evolução, a lógica e a memória aprimorada começaram a fazer parte do cotidiano deste animal. Desta forma o Ser Instintivo adquiriu habilidades para aprimorar ferramentas e estratégias de caça, além de armazenar registros de fatos passados em sua mente.

Vale lembrar que o hominídeo teve um ancestral que adquiriu uma inteligência semelhante a uma criança de dois anos de idade. Esta inteligência primitiva também se tornou crescente a ponto de ser comparada a uma criança de três, depois quatro, cinco anos… e com o passar das gerações a espécie alcançou um grau de inteligência equivalente a um cérebro de uma criança de nove anos de idade.

Mas diferente de todo e qualquer processo de evolução, onde os animais obtiveram sucesso com suas formas físicas e estratégicas em prol da sobrevivência e continuidade da espécie, a evolução cognitiva do hominídeo fez com que o Ser Instintivo entrasse em colapso ao alcançar um intelecto capaz de compreender certos fenômenos naturais. Não era de tudo ruim exercitar o ato de observação sobre as coisas a seu redor, muito pelo contrário, pois isto favorecia no seu desenvolvimento. No entanto, a realidade sobre o sentido da vida se apresentou de forma muito agressiva para um cérebro de simples raciocínio, isento de imaginação e condições psicológicas.

Por muitas gerações uma onda de pessimismo dominou os hominídeos. Por fim, não havia outra opção a não ser rejeitar a essência do seu Ser Instintivo pelo fato de que aí se alojava a enfermidade das conclusões adquiridas, e não mais poderiam retroceder no seu processo de evolução, evitando assim adquirir conhecimentos.

 

 

  1. NIILISMO

 

Filosoficamente, a rejeição de pensamento ou comportamento é chamada de negação, e a este estudo dar-se o nome de niilismo.

O niilismo é uma doutrina filosófica que influencia quase todos os grupos do mundo moderno (ética, literatura, ciências humanas, artes, teorias sociais e moral). Essa doutrina sugere um ceticismo e pessimismo extremos diante de situações ou realidades admissíveis. É uma linha de pensamento que exalta de forma radical concepções positivistas e materialistas. Muito se fala que é a negação da vida em prol da transcendência, ou por um futuro melhor, pela ciência, religião, ou arte. As contradições são diversas, pois não é possível evidenciar aquele que está realmente negando a vida em prol de um sentido real.

O niilismo negativo é considerado como a primeira manifestação das quatro formas niilistas existentes na Filosofia. É a criação de outros mundos para poder suportar este.

Ao hominídeo, o niilismo é a negação do próprio Ser Instintivo modificado pelo seu processo evolutivo, para a criação de novas forças de cognição no objetivo de se reestabelecer psicologicamente.

 

 

 

  1. CRIANÇA DE NOVE ANOS E O HOMINÍDEO

 

Em psicanálise, existem várias etapas em que a criança gera concepções de morte, mas é a partir dos nove que ela adquire consciência da sua própria finitude. Contudo, apesar do sofrimento assimilado, há nela habilidades psicológicas a impedir que a consciência de seu aniquilamento se perpetue, levando-a ao pânico e outras doenças psíquicas pelo resto de sua vida. Estas habilidades cognitivas são exatamente o processo de fuga, ou seja, a negação, que permite a criança superar este obstáculo.

O ato de superar psicologicamente a evidência de seu aniquilamento mediante o sentido da vida era um procedimento inexistente. Não havia interligações neurais para acessar tais pensamentos de superação. Portanto, seu rudimentar e limitado raciocínio, a única coisa que lhe restava era pensar naquilo que estava a pensar: a morte como algo iminente. Esta ideia infectou seu raciocínio de forma traumática e permanente, originando a ansiedade, angustia, solidão, depressão, pânico, loucura e suicídio.

 

 

 

  1. NIILISMO PRÉ-HISTÓRICO

 

O niilismo pré-histórico é o conjunto de reflexões psíquicas formadas por três atos niilistas, fazendo gerar novas forças cognitivas que desencadeou o modelo de raciocínio utilizado pelo homo sapiens.

Os três atos niilistas surgiram em períodos diferentes na existência do hominídeo. A cada ato evoluiu um novo patamar cognitivo para que a espécie pudesse “estacionar” seus pensamentos como forma de inibição ao conteúdo mental adquirido no patamar anterior. Desta forma, foram construídos três novos patamares, além da fonte de cognição existente na mente do hominídeo. E o primeiro ato niilista se refere justamente a esta fonte, que por consequência de seu desenvolvimento evolutivo, até se comparar uma inteligência de uma criança de nove anos, infectou seu estado psicológico a ponto que querer negar as conclusões adquiridas pela descoberta de sua finitude.

O sentimento de medo antes destinado ao risco iminente à presença de ferozes predadores tende a pertencer ao seu cotidiano de forma constante e irremediável. O hominídeo, ao chegar à fase adulta, se transforma num ser alerta e assombrado, projetando para dentro de si uma angustia que o guia para uma vida de irreparáveis doenças psicológicas, tendo em vista que a comunicação, ainda limitada, não lhe dava condições para desabafo. Sem contar que o ato de desabafar ainda não pertencia a seu desenvolvimento cognitivo e, portanto, não era possível assim proceder.

 

 

 

  1. PRIMEIRO ATO NIILISTA

 

Diferente de uma criança de nove anos, onde há meios de fuga para da descoberta na não finitude, o pânico é aliviado em seu estado de espírito por existir caminhos cognitivos para as condições de superação. No entanto, o ancestral do homo sapiens teve que inventar este processo de amadurecimento. E a solução plausível para sua superação psicoemotiva, dado ao fato que mesmo abalado pelo sentido da vida, é que ele ainda teria que sair em busca de alimentos e suprir suas necessidades básicas.

Exercendo seu instinto de caçador, o hominídeo percebeu que ao fixar sua atenção em suas estratégias ele tinha também a possibilidade de deixar de se livrar dos pensamentos doentios para observar o mundo a seu redor. Com o tempo, fez deste comportamento um hábito de terapia que adicionava sentidos, sons, coisas, cores, luz e formas a ocuparem sua mente em ocupações cognitivas que induzissem o silêncio do ato de pensar, num procedimento espiritual comparado ao Budismo. Assim sendo, pela primeira vez na história da vida terrestre um animal gerou exercícios capazes de contemplar a complexidade da mãe natureza e o ato de negação ao pensamento para se concentrar em planos exteriores, gerando a possibilidade de alternar pensamentos caso o sofrimento causado pela finitude surgisse em sua mente.

Este fenômeno de alternância mudou a característica padrão do ser (ontológico) ao criar a possibilidade de dois patamares em alternância, num só corpo, para a fuga de pensamentos e interligadas mutuamente para tais confabulações.

Nasce por este fenômeno o Pensamento Contemplativo: um comportamento que faz com que o hominídeo se deleite em contemplações do mundo sensível para evitar pensamentos pessimistas relacionadas à finitude. A observação da natureza, nova tendência cognitiva, dará luz a múltiplas inspirações artísticas, filosóficas e científicas num futuro distante.

E apesar desta nova herança neurogenética estabilizar a anomalia psicoemotiva, o cérebro desta espécie pré-histórica ainda haveria muito a evoluir. Nesta trajetória, outra situação começou a surgir como temor à morte, e três fatores foram decisivos para uma nova recaída: memória mais evoluída, luto, e a interpretação dos sonhos.

 

 

  1. SEGUNDO ATO NIILISTA

 

Com a memória cada vez mais evoluída o hominídeo se desprendeu lentamente de um raciocínio voltado apenas para o presente, fenômeno comum entre os animais, para uma forma ampla de pensamento que fez com que análise sobre fatos passados fossem gradativamente acessados. As lembranças de fatos antigos eram contempladas mentalmente, e o exercício constante desta nova habilidade aprimorava também a comunicação, lógica e inteligência.

Por outro lado, esta expansão evolutiva também lhe causavam pensamentos constantes sobre perdas de integrantes do bando ou entes queridos. Pensamentos desagradáveis. A morte dos semelhantes, que antes não interferia nos sentimentos do animal porque o instinto preferia relutar pela sobrevivência da espécie ao luto, sem contar que ao viver somente o presente, não havia como sofrer com ocorrências passadas, ficava sistematicamente repassando na mente do hominídeo. Surge neste período o sentimento de luto. E quanto mais evoluída a memória mais desgastante era a angustia decorrente da ausência dos seus semelhantes.

O estado de luto, exposto a um tempo maior em pensamento, também gerou uma grande probabilidade de se transformar em sonhos, tendo em vista que os sonhos se tornavam cada vez mais frequente à medida que a evolução cerebral se expandia.

Não havia condições intelectuais de discernimento num cérebro que ainda passava por experimentos, por isso, a memória que transmitia informações dos fatos reais, também projetava acontecimentos produzidos pelos sonhos. O real e o imaginário era uma coisa só, dando aos hominídeos experiências embaraçosas: sonhar com aqueles que já se foram lhe causavam dúvidas se de fato a morte era um fim inquestionável ou uma misteriosa continuidade da vida.

E por mais que esta confusão acarretasse em dúvidas ou medos fantasmagóricos, devido ao fato de vivenciar presenças de semelhantes não vivos, a esperança de que um ente pudesse estar em algum lugar enigmático, ou hipótese de retorno à vida, acalentava não somente o estado de luto assim como criava novas opções para o ato de superação psicoemotiva. Surgiu desta linha de pensamento a expectativa de vida após a morte: o segundo ato niilista.

O novo hábito comportamental serviu de alívio para os pensamentos de luto, deixando a imagem daqueles que se foram num lugar na memória que antes era difícil discernir da realidade. Desde então, além de ocupar a mente com contemplações do mundo sensível, o hominídeo se esforçou para gerar convicções na esperança de aniquilar todo seu pessimismo de uma vida que não dava em nada, depositando em si uma crença voltada à provável eternidade de seus entes e, consequentemente, de si mesmo.

Deste ato niilista nasceu um terceiro patamar voltado à teorias além dos fenômenos da natureza ou física. E assim como o Pensamento Contemplativo surgiu objetivando ocupar a mente, o novo patamar, intitulado de Pensamento Metafísico, também tinha o mesmo propósito: a fuga de pensamentos que buscam a fuga de ideias pessimistas. Para isto, o Pensamento Metafísico precisava se instalar próximo ao Pensamento Instintivo para gerar efeitos semelhantes de ocupação cognitiva relativa ao Contemplativo, mesmo sendo de naturezas distintas.

Mas o hominídeo, inconscientemente, optou em não se ligar diretamente à nova fonte ao sentir um mal estar pelo esforço de raciocínio ordenado no momento em que havia de pensar sobre cada fonte cognitiva de forma separada. Seria mais interessante se o pensamento viesse de um só lugar, facilitando o esforço mental.

Assim sendo, o Pensamento Metafísico se interligou com Contemplativo, que por sua vez era interligado ao Ser Instintivo do hominídeo.

O Pensamento Contemplativo, com dois patamares em suas extremidades, ficou encarregado de transmitir históricos empíricos do Ser Instintivo, responsável pela conduta do hominídeo, para o Pensamento Metafísico, responsável por buscar meios de transcender a vida, e vice-versa. Neste aspecto, ele ganhou a função de geradora permanente de pensamentos a serem assistidos, assimilados e comandados pelo Ser Instintivo, tendo em vista que esta forma de raciocínio era justamente o que o hominídeo buscava para si, pois transmitia para outro lugar o ato de pensar, e com isto, obteve êxito em abafar as ideias originais voltadas à finitude.

O alinhamento destas três distintas forças, onde se desloca as diretrizes do pensamento à do meio, fez com que as vontades do Ser Instintivo mesclassem à contemplação da natureza e, ao mesmo tempo, se difundissem ao mundo metafísico; como se tudo fosse gerado num só ambiente de concentração mental.

A resultante desta nova tendência foi a impossibilidade consciente que busca identificar a origem responsável pelo pensamento a se estabelecer na mente do hominídeo, para uma forma de pensar onde todas as informações, independente do assunto, tivesse a liberdade de se propagar sem intervenção sistemática por ter que se concentrar numa fonte cognitiva em compatibilidade racional ao assunto.

A alternativa de aleatoriedade das informações assimiladas também foi um comportamento bem-vindo ao primata, pois a fuga do pessimismo precisava de manobras desordenadas que, por fim, também amenizava as dores psicossomáticas provocadas pelo pensamento de finitude.

Nasce uma nova geração de hominídeos, capazes de tolerar a evidência de sua morte através de pensamentos de origem niilistas.

Poderiam ser felizes por conseguirem adequar o sentido da vida a uma ilusão transcendente. O problema é que ainda estavam em desenvolvimento cognitivo. O cérebro do hominídeo faltava muito para se comparar com o homo sapiens. Por isso, novos problemas ainda aconteceriam em sua existência.

Uma delas foi gerada pelo compartilhamento demasiadamente indevido de toda sua história de vida para essa ligação em série. E como o Pensamento Metafísico também estava em evolução, necessitava de históricos empíricos para propagar suas ideias sobre o que era transcendente, e acabou, por fim, adquirindo informações contidas na memória do hominídeo.

 

 

 

  1. A DOAÇÃO DA MEMÓRIA

 

A entrega deste conteúdo à fonte de Pensamento Metafísico ocorreu de forma espontânea, pois, as ocorrências cotidianas eram transmitidas naturalmente do Ser Instintivo ao Pensamento Contemplativo, que por sua vez era testemunhado pelo Metafísico. Desta forma, tudo que acontecia na vida do hominídeo era transmitido para o interior de seu pensamento sem muita dificuldade. Ou seja, o mesmo conteúdo de memória armazenada da mente do hominídeo era repassado espontaneamente para as outras forças cognitivas.

Por diante, a fonte de Pensamento Contemplativo, com funções restritas, não coube em si abrir um espaço para armazenar uma fonte de memória, até porque sua ocupação para atividades criacionistas e o trabalho de interlocutor entre as duas forças tornavam-se cada vez intensa à medida que a evolução cognitiva progredia. Mas o Metafísico, que necessitava de argumentos persuasivos sobre o mundo além da natureza e da física, instalou dentro do seu conteúdo um espaço para armazenar a mesma fonte de memória possuída pelo hominídeo. O resultado desta doação foi algo trágico.

Um coelho, a exemplo, por mais que seja atacado constantemente por predadores, é capaz de esperar o dia amanhecer, por a cabeça para fora de sua toca, analisar o ambiente, e ao constatar que não há perigo, sai em busca de alimento. Os animais em geral além de viver exclusivamente o presente, vivem a realidade das coisas.

O hominídeo já não vivia exclusivamente o presente, a evolução ampliou sua inteligência. Somando esta divergência à questão da doação da memória produziu um efeito aterrorizador e traumatizante ao cérebro desta espécie.

A memória tem capacidade de lançar para o fundo de suas lembranças os acontecimentos desagradáveis e pensamentos indesejáveis, promovendo uma vida saudável ao corpo e mente do Ser Instintivo. Com o tempo, as más lembranças vão se desfragmentando até o total esquecimento.

Com a fonte de Pensamento Metafísico apossando de um núcleo de memória idêntica a do hominídeo, e tendo liberdade de lançar suas sugestões à revelia, o Metafísico começou a lançar informações da memória de forma não organizada assim que surgia no Pensamento Contemplativo assuntos semelhantes aos que possuíam em sua memória copiada.

A explicação para tal comportamento é que, em primeiro lugar, a ideia de deixar todo e qualquer pensamento fluir era apoiada pelo hominídeo: qualquer ocupação mental era melhor do que pensar em finitude. Em segundo lugar, a fonte de Pensamento Metafísico não tem conexão direta com a sensibilidade do hominídeo, e, portanto, não compreende a dor que pode provocar ao colocar em questão certas lembranças não desejáveis ao Ser Instintivo.

No caso do coelho, por exemplo, depois de ser atacado constantemente por predadores, teria muita dificuldade de por a cabeça para fora de sua toca, analisar o ambiente e averiguar perigo em sua volta. Neste momento, o Pensamento Metafísico entraria em ação e faria invadir em sua mente as lembranças dos predadores em situação semelhante à realidade. O coração do coelho dispararia, o medo surgiria. E não seria capaz de discernir o real do imaginário.

 

 

 

  1. CÉREBRO BIANÍMICO

 

Por deixar criar em si uma fonte de pensamento que conseguiu evoluir um núcleo de memória idêntica ao Ser Instintivo, diferente apenas na interligação à sensibilidade física e emocional, a nova geração de hominídeos é marcada por um sistema de raciocínio intitulado de Bianímico.

Independente das três forças de cognição existentes, somente duas equivalem ao mérito de vida racional devido à posse de um núcleo de memória. Já o Pensamento Contemplativo, por não evoluir neste sentido, não conta como ser de vivacidade pensante, e sim como mera ferramenta de trabalho a aceitar informações a serem visualizada mentalmente pelo lado instintivo do hominídeo.

 

 

 

  1. O SUBCONSCIENTE

O pacto niilista que condicionou a comunicação entre o Instintivo e o Metafísico gerou experiências desagradáveis no momento em que o hominídeo lançava, instintivamente, suas lembranças indesejáveis ao esquecimento.

O fenômeno subconsciente é a cópia idêntica das lembranças adquiridas pelas experiências vividas pelo hominídeo, porém, armazenadas no Metafísico para os pulsos de dados a serem transmitidos sistematicamente ao patamar gerador de Pensamento Contemplativo, que, por este canal, são novamente revistos pelo Ser Instintivo sem influência de sua vontade, causando constantemente o mal estar psicológico.

Fica evidente visualizar o consciente, inconsciente e subconsciente, dentro do Pensamento Trianímico, considerando a existência de núcleos distintos para cada procedimento. Desta forma, o Ser Instintivo é o lado consciente da situação.  O Metafísico é o inconsciente, devido a não conexão à sensibilidade física do hominídeo. E o conteúdo das lembranças destinado às pulsões sistemáticas exercida do Metafísico para o Pensamento Contemplativo, sendo visualizado involuntariamente pelo Ser Instintivo, dar-se o nome de subconsciente.

 

 

  1. IMAGINAÇÃO, MEDO E ARTE

O mesmo pacto niilista que condicionou a comunicação entre o Instintivo e o Metafísico também evoluiu para um constante e descontrolado bombardeamento de imagens espontâneas, relacionadas ou não às experiências destinadas tempo presente, que poderiam ser boas ou ruins dependendo das circunstâncias.

Nasce a imaginação: um conflito de pensamentos simultâneos, aleatórios e irreais entre o Instintivo e Metafísico que fez da fonte Contemplativa um ambiente de fenômenos, ora espetaculares, ora assustadores, deixando o hominídeo cada vez mais distante de sua origem animal e mais próximo de um comportamento escravizado pelas ideias de um mundo além da experiência física.

A imaginação é a capacidade de promover, articular e distorcer e idealizar informações. As realizações deste fenômeno são executadas no patamar do Pensamento Contemplativo, independente da origem responsável pelo envio, dando às duas forças pensantes a capacidade de trabalhar em conjunto ou entrar em conflito ao produzir uma batalha de pensamentos sobre as eventuais situações experimentadas.

O lado bom era que o patamar do Pensamento Contemplativo não havia perdido sua natureza existencial por completo e permanecia a investir em observações do mundo exterior, no que diz respeito a cores, sons, paisagens e fenômenos naturais. Era necessário exercitar seus sentidos básicos, e isso dava ao hominídeo a uma trégua entre seu lado Instintivo contra o Metafísico, surgindo uma espécie ainda primitiva de inspirações artísticas que inicialmente servia de conforto à mente confusa e ansiosa pelo não controle ao bombardeamento de imaginações destorcidas, complexas e assustadoras que evoluíam desenfreadamente.

Levou eras para que novas gerações de hominídeos pudessem gerar aptidões neurais capazes de habituar com fenômeno da imaginação. E foi graças ao exercício constante de visualização ao patamar Contemplativo que se deu o amadurecimento da ideia.

 

 

 

 

 

 

  1. VONTADE

 

Tanto a memória em crescimento evolutivo, assim como todo o sistema bianímico, fez confundir a ideia de vontade na mente do hominídeo. Não havia mais a possibilidade de ser destinado único e exclusivamente à vontade de seu corpo, pois a evolução bianímica acrescentou opções avançadas em seu pensamento.

O acasalamento, por exemplo, destinado ao período do cio feminino, não era algo a se pensar em outras épocas, tendo em vista que a espécie animal vive somente a mente e o corpo apenas no momento presente da situação. Mas a extensão da memória gerou expectativas sobre o ato sexual, criando fantasias e apetites sexuais fora do período instintivo.

Neste ponto da evolução, as fixações já não deixavam que os hominídeos confabulassem de forma bianímica, ou seja, não havia como ser individualista com seus pensamentos tendo em vista um transtorno ideológico coletivo crescente na espécie.

 

 

 

 

 

 

O TERCEIRO ATO NIILISTA

A perplexidade dos jovens fez surgir um novo gerenciador cognitivo.

 

 

 

 

 

 

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