Biografia

 

Nasci em Aimorés, leste mineiro, em 16 de agosto de 1973, no dia do filósofo. Aos dezessete consegui um emprego de eletricista na Companhia Energética de Minas Gerais, minha única profissão, mas sempre tive uma tendência artística que me ocupava em folgas semanais. Pintei quadros, ensaios literários, fiz esculturas, sempre estimulado por programas educativos de televisão, contudo, percebi que na literatura poderia ir mais longe.

Em 1999, uma dúvida sobre o que escrever me incomodou: filosofia ou romance literário? Minha dificuldade quanto à filosofia se voltada ao baixo grau de instrução e visão negativa sobre o absurdo que tinha em mente, porque evidenciar três fontes cognitivas para construir a mente do homo sapiens não era uma tarefa fácil. O romance literário também era difícil. Seria necessário um aprendizado sobre como escrever profissionalmente, visto que o aspirante a escritor sequer tinha hábito de leitura, menos ainda, uma história a ser elaborada e que ao mesmo tempo fosse equivalente ao tema filosófico.

Dentre as opções, a segunda tinha mais alcance.

Dois livros foram lançados até então. Em Anjos – o segredo de Judith, e seu segmento, Anjos – a facção iconoclasta, compartilhei uma ideia paralela entre anjos e funções cognitivas.

No entanto, o maior questionamento sobre minhas pesquisas era de quando exatamente os anjos se aliaram às mentes humanas e por que isto aconteceu. Após várias pesquisas, a resposta veio dos filósofos anti-iluministas, mais precisamente no conceito de Niilismo direcionado à subjetivação negativa da finitude, ou seja, na descoberta da morte como sentido real e irreversível de vida. O pessimismo causado por esta descoberta tornou-se a resposta que tanto procurava, transformando o niilismo em negação do instinto animal para viver ilusões, crenças e entretenimentos patrocinados por anjos, consciente de que tudo elaborado era na verdade uma alegoria para construir meu ponto de vista filosófico.

Consegui, após anos de presunções, criar um sistema cognitivo capaz de explicar a origem da produção e análise do pensamento, sem que as contradições filosóficas pudessem afetar minha teoria. Pelo contrário. A Filosofia se tornou em blocos para construir a estrutura trianímica, como num enigmático quebra-cabeça em que cada conceito voltado ao indivíduo, analisado por diversos filósofos, pudesse compor perfeitamente na interação deste sistema induzido por distintas fontes cognitivas.

 

…ainda em construção.